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Associação dos Lojistas
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A história da rua Paulino Vieira
A rua dos Sertanejos
O que era antes a rua dos Sertanejos (e depois das Laranjeiras), se transformou na Paulino Vieira, uma via estritamente residencial e cheia de lama.
A rua só era ocupada pelo fundo dos quintais das casas da atual Beira-Rio e não tinha saída. Próximo à praça Otávio Mangabeira (Camacan) existia um córrego cheio de pedras de limo e matagal.
"Ainda lembro de Fernando Cordier e outros meninos da época correndo e às vezes caindo entre as pedras". As lembranças são de Maria das Dores Dionísio dos Santos (dona Nininha), uma das antigas moradoras do local.
Com boa memória e cheia de humor, ela lembra de cada detalhe da época. "Os quintais e áreas próximas só tinham pés de laranjas, daí o apelido de rua das Laranjeiras".
Um desses quintais pertencia à casa da família do médico Antônio Menezes. "Eu também lembro dele menino jogando bola no meio da lama", conta dona Nininha.
Outras famílias tradicionais também tinham suas residências com fundos para a Paulino Vieira, entre elas a de um dos prefeitos de Itabuna, Claudionor Alpoim.
Em 1908 o Conselho Municipal dos Intendentes decidiu homenagear personalidades que contribuíram para o desenvolvimento econômico do município.
A Paulino Vieira foi uma das primeiras ruas de Itabuna a receber nome oficial, sendo batizada com o então dono de toda aquela área.
Era moderna
Mais recentes e já com modernas construções, as famílias Baracat, Borborena, Marinho Falcão e a do ex-delegado Pedro Marques ocuparam casas na Paulino Vieira.
Depois outras famílias foram surgindo e construindo novas casas. Algumas mantém, ainda hoje, as mesmas fachadas de quando foram construídas, a exemplo da casa de dona Nininha, que data de 1928.
Décadas se passaram e hoje, ainda em meio a algumas casas residenciais, muitas lojas de artigos finos e de qualidade são encontradas ao longo da rua.
"Mas não foi fácil transformar uma rua residencial em comercial. Houve muita resistência, mas conseguimos", diz o presidente da Apemi, Levy Ganem, empresário local.
Ele é um dos líderes do movimento para transformar a Paulino Vieira em um shopping à céu aberto. O projeto inclui a cobertura da rua, decoração e placas de referências suspensas, que serão usadas com motivos comemorativos da época.